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quinta-feira, 12 de maio de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
George Clooney encontra Angela Merkel em Berlim
Criticada por todos os lados por sua política de abertura aos refugiados, a chanceler alemã, Angela Merkel, pôde aproveitar uma breve pausa nesta sexta-feira, em Berlim, ao receber o astro de Hollywood George Clooney e sua esposa, Amal.
O encontro foi realizado na chancelaria, longe de repórteres. Apenas algumas imagens oficiais de George Clooney, vestindo terno escuro e gravata, conversando com Merkel foram liberadas pelo serviço de imprensa do governo.
E Merkel preferiu a sobriedade para comentar o encontro.
"Discutimos o compromisso das ONGs de George Clooney", o International Rescue Committee (IRC), "de sua esposa (Amal) e de David Miliband", o ex-chanceler britânico e presidente do IRC, informou à imprensa.
"Nós conversamos sobre as possibilidades para uma ONG e um governo trabalhar em conjunto sobre as causas que levam as pessoas a fugir (de seu país de origem), e também a forma de incentivar as pessoas a participar nesta causa", acrescentou.
Em entrevista à televisão alemã ZDF, o ator americano de 54 anos, que chegou à capital alemã para apresentar Ave, César!, o mais recente filme dos irmãos Coen no Festival de Cinema de Berlim, disse que discutiu sobre "a melhor maneira de ajudar" os refugiados.
"Estou bem ciente da dificuldade da tarefa", acrescentou, prestando uma homenagem "a todos os voluntários" e "todos os alemães" que se mobilizaram para acolher os migrantes.
Conhecido por seu compromisso político e humanitário, especialmente em Darfur, uma região remota do Sudão, o astro havia anunciado um dia antes sobre o encontro com Angela Merkel, o que atraiu um grande interesse da mídia.
Dezenas de fotógrafos e equipes de televisão tentaram localizá-lo durante o dia na chancelaria ou em centros de refugiados, onde corriam rumores sobre uma visita iminente.
Os serviços da chanceler insistiram que o encontro com o ator americano foi "solicitado por Clooney" e "permitiu um intercâmbio sobre a questão dos refugiados, mas também sobre os conflitos internacionais".
No entanto, o jornal alemão Berliner Zeitung questionou a adequação da reunião, dizendo que poderia "sair pela culatra" contra Merkel.
"A chanceler se reúne com um ator num momento em que, por causa da perda de confiança na sua política de migração, poderia ser acusada de preferir as luzes de Hollywood em vez de resolver os problemas urgentes do país", escreveu o jornal.
Porque a discussão com George Clooney e sua esposa, uma advogada envolvida ativamente em causas humanitárias, foi apenas uma breve pausa para a chanceler.
Em breve deverá retornar às críticas diárias que tem recebido nos últimos meses sobre a crise migratório.
O próximo encontro será com um de seus parceiros europeus descontentes com a política de Berlim, sua colega polonesa Beata Szydto, que pediu nesta sexta-feira em uma entrevista com a imprensa alemã por "uma reviravolta" de Angela Merkel sobre a questão dos migrantes.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, também atacou nesta sexta em uma entrevista aos jornais alemães que a política adotada pela chanceler não era "sustentável no longo prazo".
A Alemanha acolheu em 2015 mais de um milhão de requerentes de asilo, o que gerou crescentes críticas à Merkel.
O encontro foi realizado na chancelaria, longe de repórteres. Apenas algumas imagens oficiais de George Clooney, vestindo terno escuro e gravata, conversando com Merkel foram liberadas pelo serviço de imprensa do governo.
E Merkel preferiu a sobriedade para comentar o encontro.
"Discutimos o compromisso das ONGs de George Clooney", o International Rescue Committee (IRC), "de sua esposa (Amal) e de David Miliband", o ex-chanceler britânico e presidente do IRC, informou à imprensa.
"Nós conversamos sobre as possibilidades para uma ONG e um governo trabalhar em conjunto sobre as causas que levam as pessoas a fugir (de seu país de origem), e também a forma de incentivar as pessoas a participar nesta causa", acrescentou.
Em entrevista à televisão alemã ZDF, o ator americano de 54 anos, que chegou à capital alemã para apresentar Ave, César!, o mais recente filme dos irmãos Coen no Festival de Cinema de Berlim, disse que discutiu sobre "a melhor maneira de ajudar" os refugiados.
"Estou bem ciente da dificuldade da tarefa", acrescentou, prestando uma homenagem "a todos os voluntários" e "todos os alemães" que se mobilizaram para acolher os migrantes.
Conhecido por seu compromisso político e humanitário, especialmente em Darfur, uma região remota do Sudão, o astro havia anunciado um dia antes sobre o encontro com Angela Merkel, o que atraiu um grande interesse da mídia.
Dezenas de fotógrafos e equipes de televisão tentaram localizá-lo durante o dia na chancelaria ou em centros de refugiados, onde corriam rumores sobre uma visita iminente.
Os serviços da chanceler insistiram que o encontro com o ator americano foi "solicitado por Clooney" e "permitiu um intercâmbio sobre a questão dos refugiados, mas também sobre os conflitos internacionais".
No entanto, o jornal alemão Berliner Zeitung questionou a adequação da reunião, dizendo que poderia "sair pela culatra" contra Merkel.
"A chanceler se reúne com um ator num momento em que, por causa da perda de confiança na sua política de migração, poderia ser acusada de preferir as luzes de Hollywood em vez de resolver os problemas urgentes do país", escreveu o jornal.
Porque a discussão com George Clooney e sua esposa, uma advogada envolvida ativamente em causas humanitárias, foi apenas uma breve pausa para a chanceler.
Em breve deverá retornar às críticas diárias que tem recebido nos últimos meses sobre a crise migratório.
O próximo encontro será com um de seus parceiros europeus descontentes com a política de Berlim, sua colega polonesa Beata Szydto, que pediu nesta sexta-feira em uma entrevista com a imprensa alemã por "uma reviravolta" de Angela Merkel sobre a questão dos migrantes.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, também atacou nesta sexta em uma entrevista aos jornais alemães que a política adotada pela chanceler não era "sustentável no longo prazo".
A Alemanha acolheu em 2015 mais de um milhão de requerentes de asilo, o que gerou crescentes críticas à Merkel.
sábado, 30 de janeiro de 2016
Alemanha toma medidas para evitar novo fluxo de imigrantes
A chanceler alemã, Angela Merkel, adotou várias medidas para frear o esperado fluxo de imigrantes na primavera do hemisfério norte e enfrentar com segurança as próximas eleições.
Entre as medidas está a decisão de limitar o reagrupamento familiar e de endurecer o direito de asilo para marroquinos, argelinos e tunisianos, que poderão ser expulsos mais facilmente, colocando fim a dois meses de difíceis negociações políticas entre os sócios da coalizão governamental.
Nela, estão os conservadores CDU, de Merkel, seu braço bávaro CSU - que exige em vão a fixação de um limite para o acolhimento de refugiados - e os sociais-democratas.
O objetivo das medidas é preparar o terreno para uma redução do fluxo migratório, após mais de um milhão de imigrantes terem chegado à Alemanha em 2015. A baixa foi prometida pela chanceler, mas ela excluiu o fechamento das fronteiras.
Merkel também aposta na bateria de medidas europeias, como a divisão de refugiados por toda a União Europeia - o que vários países rejeitam - e a milionária ajuda prometida a Turquia, Jordânia e Líbano para que retenham os sírios em seus territórios.
Alemanha vs. Itália
Berlim espera que a Itália não se oponha mais ao pagamento de 3 bilhões de euros prometidos pela União Europeia (UE) no final de 2015 à Turquia.
Em visita à Berlim nesta sexta-feira, o chefe de governo italiano, Matteo Renzi, garantiu que "a Itália está disposta a cumprir sua parte". Ao mesmo tempo, Renzi lembrou ter dito, em princípio, "sim à ajuda para a Turquia" em novembro - e que ainda aguarda "as respostas dos amigos da Comissão Europeia".
Roma bloqueia o assunto, porque defende que sejam destinados mais fundos europeus para financiar os 3 bilhões de euros. Atualmente, um terço dessa quantia deve proceder do orçamento da UE, enquanto o restante deve ser fornecido pelos Estados europeus. A Itália também espera um controle do uso desses recursos por parte de Ancara.
"A implantação do acordo UE-Turquia é urgente, já que precisamos de avanços [para conter a chegada de imigrantes]", reiterou Merkel.
Para a Alemanha, trata-se de aproveitar a trégua oferecida pelas tempestades de inverno no Mediterrâneo, que geraram uma considerável queda no número de imigrantes que tentam a travessia para a Itália e para a Grécia.
"É preciso utilizar esta oportunidade que se abre", afirmou na quinta-feira Peter Altmeier, coordenador da Política Migratória alemã, muito próximo a Merkel. "Mas ainda são muitos os 2.500 refugiados ilegais que vêm [a cada dia] da Turquia à Grécia. É por isso que nosso objetivo é que o número de refugiados não aumente com o fim das tempestades de inverno."
Queda de popularidade
Merkel se recusa, no entanto, apesar da forte queda de seu nível de popularidade, a limitar o número de refugiados acolhidos. Segundo uma pesquisa nesta sexta-feira da revista Focus, 40% dos alemães consideram que a chanceler deve deixar seu cargo, contra 45% que são contrários.
É uma tendência ameaçadora antes de três eleições legislativas regionais em 13 de março. Nesse pleito, espera-se um espetacular aumento dos populistas anti-imigrantes do partido AfD (Alternativa para a Alemanha).
Nesse contexto, Merkel prometeu um "equilíbrio intermediário" de seus esforços após a cúpula UE-Turquía de 18 de fevereiro. "Tudo deve dar a entender que se mantém a continuidade, mas, na realidade, o governo prepara uma correção de sua política migratória", escreveu nesta sexta-feira o jornal Handelsblatt.
Este endurecimento progressivo ocorre enquanto a Alemanha aparece na Europa como o único destino para centenas de milhares de migrantes.
Políticas anti-imigração
Suécia e Finlândia anunciaram sua decisão de querer expulsar dezenas de milhares de imigrantes que chegaram a seus territórios em 2015. A Holanda espera reenviá-los à Grécia, enquanto Macedônia, Croácia e Sérvia não querem deixar as pessoas que têm como destino Áustria e Alemanha passarem.
O primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borisov, pediu nesta sexta-feira o fechamento das fronteiras externas do espaço Schengen, enquanto a UE não decidir o que fazer com os imigrantes que já estão em seu interior.
"Insisto [que a Europa dê] ao menos um passo: fechar imediatamente as fronteiras externas da UE, enquanto estes 1 a 2 milhões de pessoas não estiverem instaladas", disse Borisov. "Não se pode deixar que gastem seu dinheiro e, depois, sejam expulsos [...] mais vale impedir que venham", acrescentou, após uma reunião com seu colega húngaro, Victor Orban.
Cerca de 30.000 refugiados sírios, iraquianos e afegãos seguiram tomando a rota dos Bálcãs em janeiro, segundo a Organização Internacional para Migrações (OIM). "O impiedoso caráter dos grupos [de traficantes de seres humanos] que vemos é alarmante", disse o porta-voz da OIM, Joel Millman.
Intensificados pelo mau tempo, dramas continuam sendo registrados no Mediterrâneo. As autoridades gregas recuperaram na manhã de quinta-feira os corpos sem vida de outros 24 imigrantes, entre eles dez crianças. Já a Marinha italiana encontrou outros seis cadáveres diante da costa líbia.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Alemanha rebaixa até 1,7% previsão de crescimento para o ano
Charles Platiau/Reuters
Ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel: a evolução do Produto
Interno Bruto (PIB) será portanto "estável" e o crescimento, "robusto",
resumiu Gabriel
Da EFE
Berlim - O governo alemão rebaixou nesta quarta-feira até 1,7% a previsão de crescimento para este ano por conta da desaceleração nas grandes potências emergentes, especialmente na China.
O ministro da Economia, o social-democrata Sigmar Gabriel, anunciou hoje as previsões governamentais para o conjunto deste ano e o próximo e explicou que o "pilar central" do crescimento alemão será o consumo privado, instigado pela criação de emprego e as altas salariais.
A evolução do Produto Interno Bruto (PIB) será portanto "estável" e o crescimento, "robusto", resumiu Gabriel em um breve comparecimento perante os meios de comunicação no Bundestag (câmara baixa).
Gabriel acrescentou que também encoraja a evolução da primeira economia
europeia a favorável taxa de câmbio do euro frente ao dólar, que ajuda
as exportações, e o preço do petróleo, que aumenta a renda disponível
dos consumidores.
A nova previsão do Executivo prevê um novo recorde de população com emprego, um total de 43,3 milhões de pessoas no final de 2016, apesar de um avanço do desemprego de cerca de 60 mil indivíduos no ano que vem.
Ambos elementos são consequência da avalanche de refugiados vivida pelo país, já que os asilados chegarão em questão de meses ao mercado de trabalho, explicou Gabriel, que rotulou de "grande desafio" o amparo e integração.
O ministro indicou que o gasto público para atender os peticionários de asilo -que chegarão a 800 mil neste ano segundo as previsões oficiais- funcionará como um "pequeno programa conjuntural", mas considerou que será um "bom investimento" para o futuro do país.
"Somos mais precavidos que os institutos", garantiu o ministro em referência à previsão de um crescimento de 1,8% neste ano que foi anunciada na semana passada pelos principais centros de estudos do país.
O ministro da Economia, o social-democrata Sigmar Gabriel, anunciou hoje as previsões governamentais para o conjunto deste ano e o próximo e explicou que o "pilar central" do crescimento alemão será o consumo privado, instigado pela criação de emprego e as altas salariais.
A evolução do Produto Interno Bruto (PIB) será portanto "estável" e o crescimento, "robusto", resumiu Gabriel em um breve comparecimento perante os meios de comunicação no Bundestag (câmara baixa).
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A nova previsão do Executivo prevê um novo recorde de população com emprego, um total de 43,3 milhões de pessoas no final de 2016, apesar de um avanço do desemprego de cerca de 60 mil indivíduos no ano que vem.
Ambos elementos são consequência da avalanche de refugiados vivida pelo país, já que os asilados chegarão em questão de meses ao mercado de trabalho, explicou Gabriel, que rotulou de "grande desafio" o amparo e integração.
O ministro indicou que o gasto público para atender os peticionários de asilo -que chegarão a 800 mil neste ano segundo as previsões oficiais- funcionará como um "pequeno programa conjuntural", mas considerou que será um "bom investimento" para o futuro do país.
"Somos mais precavidos que os institutos", garantiu o ministro em referência à previsão de um crescimento de 1,8% neste ano que foi anunciada na semana passada pelos principais centros de estudos do país.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Alemanha vai prosseguir com controles nas fronteiras até 31/10
A Alemanha vai prosseguir até o dia 31 de outubro com os controles
nas fronteiras, estabelecidos em meados de setembro para enfrentar o
grande fluxo de refugiados, anunciou à AFP uma fonte do ministério do
Interior.
Berlim enviou à Comissão Europeia uma carta para informar a decisão, pois a "situação nas fronteiras faz com que não possamos renunciar a esta medida", segundo a fonte.
O controle nas fronteiras suspende de fato os acordos do espaço Schengen de livre circulação.
A Alemanha implementou os controles no dia 13 de setembro.
"Temos que voltar a uma administração ordenada da política de refugiados", disse a fonte do ministério do Interior.
A Alemanha, país de maior população da União Europeia, recebeu o maior número de migrantes que entraram na Europa em fuga da guerra e da pobreza.
O governo calcula que o país pode receber entre 800.000 e um milhão de refugiados em 2015.
* AFP
Berlim enviou à Comissão Europeia uma carta para informar a decisão, pois a "situação nas fronteiras faz com que não possamos renunciar a esta medida", segundo a fonte.
O controle nas fronteiras suspende de fato os acordos do espaço Schengen de livre circulação.
A Alemanha implementou os controles no dia 13 de setembro.
"Temos que voltar a uma administração ordenada da política de refugiados", disse a fonte do ministério do Interior.
A Alemanha, país de maior população da União Europeia, recebeu o maior número de migrantes que entraram na Europa em fuga da guerra e da pobreza.
O governo calcula que o país pode receber entre 800.000 e um milhão de refugiados em 2015.
* AFP
sábado, 10 de outubro de 2015
Alemanha enfrenta aumento de ataques contra abrigos de imigrantes
Ocorreram quase 500 ataques contra abrigos para refugiados em 2015, número três vezes maior do que em 2014.
Da BBC
O governo alemão informou que ocorreram quase 500 ataques contra
abrigos para refugiados no ano de 2015, um número três vezes maior do
que o registrado em 2014.
O ministro do Interior do país, Thomas de Maizere, afirmou que este tipo de violência é "vergonhosa" e acrescentou que dois terços dos ataques foram feitos por moradores locais que não tinham antecedentes criminais.
A Alemanha espera receber pelo menos 800 mil refugiados em 2015.
Líderes da região da Bavária, uma das que mais recebe refugiados, exigiram que o governo alemão imponha limites ao número de refugiados entrando no país.
O governo do Estado da Bavária é de um partido conservador, o CSU, que formalmente é aliado ao partido da chanceler Angela Merkel, os Democratas Cristãos (CDU). Mas eles fazem oposição à política de Merkel de abrir as portas aos refugiados.
Muitos dos imigrantes que chegam à Europa central pelos Balcãs já disseram que querem chegar à Alemanha.
A população alemã, por sua vez, está dividida quando à política de Merkel de receber refugiados da Síria, Iraque e outras zonas de conflito. Esta política não se estende aos imigrantes econômicos de países que não fazem parte da União Europeia.
Ataques contra albergues
Maizere pediu medidas mais duras contra os que atacaram refugiados. Alguns dos ataques foram contra prédios vazios, mas também foram atacados albergues ocupados por imigrantes.
O ministro afirmou que os responsáveis por estes ataques "devem compreender que eles estão cometendo crimes inaceitáveis: agressão, tentativa de homicídio, incêndio criminoso".
Em uma declaração feita na sexta-feira, o governo da Bavária ameaçou ir à Corte Constitucional Alemã para coagir o governo federal a impor um limite no número de refugiados que entram na Alemanha.
As autoridades em Munique informaram que, entre os dias 5 de setembro 1º de outubro a Bavária recebeu 241 mil imigrantes, dos quais 86 mil foram enviados para outras regiões da Alemanha.
Em uma entrevista coletiva, o premiê do Estado da Bavária, Horst Seehofer, afirmou que "precisamos restringir a imigração para manter a solidariedade do público com aqueles que precisam de proteção".
Seehofer também afirmou que o limite no número de imigrantes e refugiados que entram no país também é necessário "para garantir nossa segurança doméstica".
Para o premiê da Bavária o fluxo não significa uma ameaça terrorista, mas "é uma questão de criminalidade no sentido mais amplo".
Em 2016 a Bavária tem planos de designar mais de 3.700 funcionários públicos para lidar com a situação dos imigrantes.
A vice-premiê da Bavária, Ilse Aigner, afirmou que a Alemanha poderia esperar a chegada de até 7 milhões de refugiados devido ao fato de muitos familiares conseguirem se reunir legalmente aos que já conseguiram asilo no país.
Seehofer acrescentou que a Bavária teria que ter o direito de recusar a entrada de imigrantes em sua fronteira com a Áustria. Mas é a polícia federal da Alemanha, e não a polícia da Bavária, que cuida dos controles nas fronteiras.
O ministro do Interior do país, Thomas de Maizere, afirmou que este tipo de violência é "vergonhosa" e acrescentou que dois terços dos ataques foram feitos por moradores locais que não tinham antecedentes criminais.
A Alemanha espera receber pelo menos 800 mil refugiados em 2015.
Líderes da região da Bavária, uma das que mais recebe refugiados, exigiram que o governo alemão imponha limites ao número de refugiados entrando no país.
O governo do Estado da Bavária é de um partido conservador, o CSU, que formalmente é aliado ao partido da chanceler Angela Merkel, os Democratas Cristãos (CDU). Mas eles fazem oposição à política de Merkel de abrir as portas aos refugiados.
Muitos dos imigrantes que chegam à Europa central pelos Balcãs já disseram que querem chegar à Alemanha.
A população alemã, por sua vez, está dividida quando à política de Merkel de receber refugiados da Síria, Iraque e outras zonas de conflito. Esta política não se estende aos imigrantes econômicos de países que não fazem parte da União Europeia.
Ataques contra albergues
Maizere pediu medidas mais duras contra os que atacaram refugiados. Alguns dos ataques foram contra prédios vazios, mas também foram atacados albergues ocupados por imigrantes.
O ministro afirmou que os responsáveis por estes ataques "devem compreender que eles estão cometendo crimes inaceitáveis: agressão, tentativa de homicídio, incêndio criminoso".
Em uma declaração feita na sexta-feira, o governo da Bavária ameaçou ir à Corte Constitucional Alemã para coagir o governo federal a impor um limite no número de refugiados que entram na Alemanha.
As autoridades em Munique informaram que, entre os dias 5 de setembro 1º de outubro a Bavária recebeu 241 mil imigrantes, dos quais 86 mil foram enviados para outras regiões da Alemanha.
Em uma entrevista coletiva, o premiê do Estado da Bavária, Horst Seehofer, afirmou que "precisamos restringir a imigração para manter a solidariedade do público com aqueles que precisam de proteção".
Seehofer também afirmou que o limite no número de imigrantes e refugiados que entram no país também é necessário "para garantir nossa segurança doméstica".
Para o premiê da Bavária o fluxo não significa uma ameaça terrorista, mas "é uma questão de criminalidade no sentido mais amplo".
Em 2016 a Bavária tem planos de designar mais de 3.700 funcionários públicos para lidar com a situação dos imigrantes.
A vice-premiê da Bavária, Ilse Aigner, afirmou que a Alemanha poderia esperar a chegada de até 7 milhões de refugiados devido ao fato de muitos familiares conseguirem se reunir legalmente aos que já conseguiram asilo no país.
Seehofer acrescentou que a Bavária teria que ter o direito de recusar a entrada de imigrantes em sua fronteira com a Áustria. Mas é a polícia federal da Alemanha, e não a polícia da Bavária, que cuida dos controles nas fronteiras.
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Alemanha alerta para aumento exponencial de ataques contra refugiados
Agência Brasil
Publicação: 09/10/2015 12:03 Atualização:
Agência Brasil
Publicação: 09/10/2015 12:03 Atualização:
O ministro do
Interior alemão, Thomas de Maizière, disse nesta sexta-feira que em 2015
já ocorreram 490 ataques xenófobos contra centros de acolhimento para
refugiados no país e alertou para um crescente aumento destas ações.
Em
declarações a periódicos do grupo alemão Finke, o ministro disse estar
preocupado pelo “radical aumento de agressões xenófobas contra os
requerentes de asilo”, e sublinhou que dois terços dos suspeitos destes
ataques são “cidadãos da região, que até ao momento não tinham cometido
qualquer delito”.
Já o ministro da Justiça,
Heiko Mass, considerou os dados um “amargo balanço”. “Este aumento é uma
vergonha para o nosso país. Qualquer agressão xenófoba contra um
albergue de refugiados é um ataque aos nossos valores fundamentais”,
disse o ministro, antes de garantir que “não vai ceder terreno aos
organizadores e autores reais destes atos".
“Todas
as leis do Estado de direito devem ser aplicadas com toda a dureza
contra quem comete um delito, contra quem ataca refugiados e
voluntários”, advertiu.
O ministro do Interior
sublinhou que os autores destes ataques, que incluem agressões físicas,
tentativas de assassinato e incêndios provocados, devem entender que
cometem “crimes inaceitáveis”. “É uma vergonha para a Alemanha”,
reforçou Mass.
Na quinta-feira, durante uma
visita a um centro de acolhimento em Passau, Sul da Alemanha, o
presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, considerou que a
crise dos refugiados vai se prolongar “durante anos” e disse que não
alimenta “qualquer ilusão” sobre o assunto.
“Devemos
dizer às pessoas que não é uma crise passageira, provisória, e que
devemos viver durante muito tempo com este problema”, disse.
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