quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Panorama Político - 09-01-2014 (O Globo - Ilimar Franco)
Centralismo democrático            

                A Executiva nacional do PSDB vai aprovar resolução, no início de fevereiro, retirando a autonomia dos diretórios regionais para fechar alianças. As decisões dos estados serão submetidas ao aval da direção nacional e aos interesses da candidatura de Aécio Neves ao Planalto. Os tucanos querem evitar acordos que favoreçam candidatos à Câmara, mas não a de sua candidatura a presidente.

Comitê de recepção
Ao retirar a autonomia dos estados para fazer alianças, o comando do PSDB quer evitar que seus caciques regionais se juntem a adversários no plano nacional. A cúpula tucana não quer submeter Aécio Neves aos apetites de suas bancadas estaduais. Estas, poderiam promover acordos para reeleger seus deputados, mesmo deixando Aécio sem palanque. No pleito de 1989, o candidato do PMDB, Orestes Quércia, chegou a aeroportos no Nordeste sem ninguém para recebê-lo. Em 1994, para evitar que isso ocorresse com o ex-presidente Fernando Henrique, o então presidente do PFL, Jorge Bornhausen, se lançou candidato ao governo de Santa Catarina.

"Meu amigo Eduardo (Campos) vai precisar endurecer o couro para conviver com o baixo padrão ético com que o PT enfrenta os adversários” 

Aécio Neves
Presidente do PSDB e senador (MG)

Fato consumado
O comando do PMDB garante que a candidatura do vice Luiz Fernando Pezão ao governo do Rio está sacramentada. Dizem que após o governador Sérgio Cabral deixar o cargo, em março, ninguém vai impedir Pezão de do de concorrer à reeleição.


A sucessora
Eliane Aquino, mulher do governador de Sergipe Marcelo Déda, morto em dezembro passado em decorrência de um câncer, deverá concorrer ao Senado no lugar de seu marido, que concorreria à vaga. Entre os partidos aliados (PT, PSB e PMDB), a indicação é consenso e entendida como uma homenagem ao trabalho político de Déda.

Retrato do momento
Adversários do PT do Rio, de todas as matizes, avaliam que a candidatura ao governo do senador Lindbergh Farias “não explodiu”. O petista tem se mantido numa posição apenas discreta, abaixo de Anthony Garotinho e de Marcelo Crivella.

Apostando em novos ares
O governo vai antecipar a entrada do consórcio Changi Airports/Odebrecht no Galeão. Isso deveria ocorrer em agosto, após a Copa. Mas ele vai começar a operar em 15 de janeiro, na entrega do plano de trabalho ao ministro da Aviação Civil, Moreira Franco. A antecipação ocorrerá também no Aeroporto de Confins, já na próxima semana.

Abaixo de zero
O governo vai licitar empresa de refrigeração para amenizar o calor no terminal de passageiros do Aeroporto Santos Dumont. Para evitar empresas sem qualificação, um dos requisitos do edital será know-how em refrigeração de grandes ambientes.

E por falar em atraso
De todos os aeroportos em obras, o que está dando maior dor de cabeça ao governo é o de Fortaleza. A reforma da pista é considerada lenta e um dos temores é o de que, nesse ritmo, não seja concluída até o começo da Copa, em junho.

O Ministério da Saúde deixou de pagar emendas de muitos deputados. Elas se destinavam a hospitais, Santas Casas e instituições inadimplentes.

sábado, 4 de janeiro de 2014

'Vida de Schumacher não está mais em risco', diz amigo; assessora nega

Philippe Streiff revela detalhes de conversa com médico Gerard Saillant, que atende heptacampeão em Grenoble. Agente do alemão, Sabine rebate: 'pura especulação'

Por Direto de Grenoble, França


 
Philippe Streiff visita Schumacher (Foto: AFP)Philippe Streiff visita Schumacher (Foto: AFP)

Amigo pessoal de Michael Schumacher, o ex-piloto da Fórmula 1 Philippe Streiff conversou com o médico Gerard Saillant, que acompanha o estado do heptacampeão e, apesar do silêncio da família e dos médicos há três dias, repassou alguns detalhes que teriam sido abordados na conversa sobre a situação do alemão. Depois de dizer que teme que Schumi fique com sequelas, o francês revelou que o médico lhe garantiu que, apesar do estado crítico, a vida do alemão não está mais em perigo:
- Não sou médico, estou apenas repetindo o que Gerard Saillant me disse. Ele falou  que a situação é séria, mas a vida dele não está mais em risco – declarou Streiff a jornalistas ingleses.
No entanto, a assessora do ex-piloto, Sabine Kehm, rebateu veementemente esta informação, por meio de um comunicado para a imprensa:
- A condição de Michael segue crítica, mas estável. Gostaríamos de esclarecer que qualquer informação a respeito da saúde de Michael não vinda dos médicos que o tratam ou de sua assessora devem ser tratadas como inválidas e como pura especulação - escreveu.
Streiff correu na Fórmula 1 entre os anos de 1984 a 1989 pelas equipes Renault, Ligier, Tyrrell e AGS, e ficou paraplégico há 25 anos, quando se acidentou durante treinos no Rio de Janeiro, quando as disputas aconteciam em Jacarepaguá. Ele disputou 58 corridas e conquistou 11 pontos e conseguiu um pódio na carreira na Fórmula 1.
Schumacher Sabine Khem assessora hospital (Foto: AP)Sabine Kehm chega ao hospital e agita os jornalistas de plantão em Grenoble (Foto: AP)




Sabine também aproveitou para dizer que não estão previstos novos comunicados sobre a situação de Schumacher nos próximos dias:
- Em consulta com os médicos que estão tratando Michael, não se espera que haja qualquer conferência de imprensa antes de segunda-feira - completou a assessora que, na sexta-feira, ao sair do hospital, disse que um dos motivos de não haver mais coletivas seria que alguns véiculos estariam deturpando o que ela e os médicos falaram nos primeiros pronunciamentos.
Schumacher estava usando câmera portátil na hora do acidente
A assessora também confirmou que Schumacher estava usando uma câmera portátil em seu capacete no momento do acidente, mas negou que a família tenha se recusado a entregar o equipamento em um primeiro momento. Ainda não se sabe, porém, se a câmera estava ligada na hora do acidente, gravando a queda do heptacampeão mundial, ou se não teria sido danificada com o forte impacto. Caso tenha havido a gravação, a câmera será de grande importância para elucidar a dinâmica do acidente. Sabe-se que Schumi bateu com a cabeça em uma rocha ao perder o equilíbrio quando esquiava fora da pista demarcada. 
- A câmera do capacete de Michael foi voluntariamente entregue às autoridades de investigação pela família. Informações de que isso teria sido feito contra a vontade da família são inverdades - disse Sabine.
Neste sábado chuvoso em Grenoble, além da assessora, o pai, Rolf, o irmão, Ralf, e a esposa, Corinna, foram fotografados na entrada do Hospital Universitário, onde Michael segue internado em coma induzido.
Schumacher está hospitalizado desde domingo, após um grave de acidente de esqui em Méribel. Ele bateu fortemente a cabeça em uma rocha após se desequilibrar ao acertar uma pedra em um trecho entre duas pistas sinalizadas. Levado de helicóptero para o hospital de Moutiers, cidade mais próxima do local, o alemão teria sofrido um colapso, o que fez com que a aeronave tivesse que fazer um pouso de emergência. De domingo para cá, Schumacher passou por duas cirurgias para reduzir a pressão intracraniana e diminuir os hematomas no cérebro. Após a última, na terça-feira, o quadro do ex-piloto tem se mantido estável, mas seu estado de saúde segue grave. Schumi completou 45 anos nesta sexta-feira e ganhou a homenagem de centenas de torcedores da Ferrari que fizeram uma "vigília silenciosa" em frente ao hospital de Grenoble.
Schumacher ralf schumacher hospital (Foto: AP)Ex-piloto de F-1, Ralf Schumacher visitou o irmão Michael neste sábado (Foto: AP)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Schumacher em estado crítico mas estável


O estado de saúde de Michael Schumacher, que sofreu um grave acidente de esqui, permanece crítico, mas "estável", anunciou nesta quarta-feira a agente do piloto, 72 horas depois da internação em um hospital de Grenoble.
A situação de Schumacher foi "estável" durante a noite e a manhã de quarta-feira, mas seu estado de saúde permanece "crítico", afirmou Sabine Kehm, agente do heptacampeão mundial de Fórmula 1 e amiga da família.
Kehm disse que esta é uma "boa notícia", mas completou que "apenas os médicos do hospital estão habilitados para falar do tema", em uma breve declaração aos jornalistas no Centro Hospitalar Universitário (CHU) de Grenoble (sudeste de França).
"A situação continua sendo crítica", recordou, antes de informar que família passou a noite ao lado de Schumacher.
A porta-voz completou que novas coletivas de imprensa serão organizadas apenas no caso de mudanças no estado de saúde.
Apesar da "leve melhora" no estado de saúde na terça-feira, a situação permanece "crítica" e os médicos se recusam a fazer um prognóstico.
O ex-piloto austríaco de Fórmula 1 Niki Lauda, que também sofreu um grave acidente nos anos 1970, afirmou à imprensa alemã que estava convencido de que "há alguém lá em cima que tenta ajudar".
"Michael não pode fazer nada no momento. Somente Deus pode ajudá-lo", disse Lauda em uma entrevista ao jornal alemão Die Zeit.
Na terça-feira, a equipe médica anunciou ter realizado uma segunda cirurgia no alemão, que permitiu a retirada de coágulo do cérebro.
"O estado permanece frágil", afirmou na terça-feira Jean-François Payen, diretor do departamento de reanimação do CHU de Grenoble.
Durante a primeira operação, no domingo, os médicos retiraram "hematomas que estavam fora do cérebro, sob a pele, sob a caixa craniana", recordou Gay.
O piloto está acompanhado da mulher, Corinna, e dos dois filhos, Gina Maria, de 16 anos, e Mick, de 14.
À espera de novidades sobre o estado de saúde, crescem as dúvidas sobre as circunstâncias do acidente de "Schumi".
Segundo a direção da estação de esqui de Méribel e a promotoria de Albertville, Schumacher bateu com a cabeça em pedras a grande velocidade quando esquiava com o filho em uma zona 'fora de pista'.
O capacete quebrou em duas partes e não foi suficiente para proteger o alemão.
Mas Sabine Kehm afirmou que o alemão não estava em alta velocidade.
"Ao que parece, o capacete se partiu em dois. Mas isto não significa que Michael esquiava em grande velocidade. Não estava rápido", declarou.
Kehm afirmou ainda que Schumacher não estava sozinho com o filho no momento do acidente.
"Estava com um pequeno grupo de amigos", disse.
A justiça de Albertville, uma cidade próxima da estação de Méribel, abriu uma investigação sobre as circunstâncias e causas do acidente. O choque aconteceu em uma zona 'fora de pista' na qual as pedras estavam parcialmente ou totalmente enterradas sob a neve.
Com sete títulos mundiais conquistados entre 1994 e 2004 e 91 vitórias em Grandes Prêmios, Michael Schumacher é o piloto com mais títulos na história da Fórmula 1.

AFP AFP - Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização

domingo, 22 de setembro de 2013

Merkel bate previsões e vence eleições com seu melhor resultado

A chanceler alemã, Angela Merkel, superou neste domingo todas as previsões e alcançou seu melhor resultado eleitoral, com cerca de 42% dos votos, embora não poderá contar para governar com seu atual aliado, o Partido Liberal, que ficaria sem cadeiras, segundo pesquisas de boca-de-urna divulgadas após o fechamento das urnas.


A coalizão formada pela União Democrata-Cristã e a União Social-Cristã da Baviera (CDU/CSU) obtiveram segundo as projeções divulgadas pela televisão pública "ARD" 41,7% dos votos.
O Partido Social-Democrata (SPD), liderado por Peer Steinbrück, obteve 25,6%, apenas dois pontos e meio a mais do que o péssimo resultado de quatro anos.
Só haverá outras mais duas forças no Bundestag (Parlamento) e ambas perderam apoio entre o eleitorado: A Esquerda, que aglutina ex-comunistas e dissidentes do SPD, ficaria com 8,6% dos votos; e os Verdes obteriam 8,3%.
Com resultados apertados entre os democratas-cristãos e o bloco opositor, Steinbruck desfez a única incógnita que podia ameaçar um novo mandato de Merkel: embora os três partidos de oposição tenham conseguido a maioria das cadeiras, o SPD não se aliará com A Esquerda, partido que considera "não apto" para governar.
"A bola está agora com Merkel. Ela deve ver como fará para conseguir uma maioria", desafiou o candidato social-democrata após a parabenizar pelo resultado.
Merkel, entre gritos de "Angie, Angie" e diante da comemoração de simpatizantes reunidos na sede da CDU, comemorou o "excelente" resultado conseguido por seu partido e seu parceiro de coalizão e disse que "atuará com responsabilidade" perante o "claro mandato" obtido para governar por mais quatro anos.
"Agradeço a confiança depositada. Amanhã abordaremos no partido a situação, com os resultados nas mãos, mas hoje é momento de celebrar", disse a chanceler, tentando adiar o inevitável debate sobre qual será sua opção de governo para garantir uma legislatura estável.
A principal surpresa nas eleições realizadas hoje, apesar do precedente da votação de semana passada na Baviera, foi a saída do Parlamento do Partido Liberal (FDP).
Este tradicional partido, presente em 17 dos 22 governos federais da Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial, ficaria com 4,7% dos votos e não chegaria ao mínimo de 5% necessários para conseguir uma vaga no Parlamento.
As opções de Merkel estão portanto limitadas: ou governar em minoria (algo que nunca ocorreu no país), ou se aliar com os Verdes, que em sua campanha se aproximaram dos sociais-democratas, ou reeditar a "grande coalizão" com o SPD, com a qual governou durante sua primeira legislatura (2005-2009).
Na ocasião Steinbrück foi seu ministro das Finanças, mas o hoje candidato perdedor deixou claro que não fará parte de um grande governo de coalizão.
Segundo as projeções de voto, os eurocéticos do Alternativa pela Alemanha (AfD) ficariam a apenas dois décimos de conseguir cadeiras no Parlamento, e com isso o partido constatou, apenas sete meses após sua criação, que seu projeto de saída voluntária do euro dos países em crise tem apoio entre os eleitores.
Já o partido das Piratas, após várias eleições bem sucedidas em nível regional, ficou sem nenhuma perspectiva de entrar no Parlamento federal, ao obter apenas 2,2% dos votos.
Merkel, que ganhou sua primeira eleição com 35,2% dos votos e as segunda com 33,8%, não só melhorou seu porcentual mas obteve o melhor resultado dos democratas-cristãos nas últimas duas décadas.
Os eleitores alemães voltaram a depositar a confiança em uma mulher que não duvidou em reconhecer que boa parte do milagre da Alemanha, capaz de enfrentar a crise que atingiu outros países europeus, deve-se à importância das reformas estruturais aprovadas por seu antecessor, o social-democrata Gerhard Schröder.
Com a taxa de desemprego mais baixa das últimas duas décadas e contas públicas saneadas, os eleitores confirmaram as teses dos analistas: a Alemanha não quer mudança.
EFE EFE - Agencia EFE - Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agencia EFE S/A.

sábado, 21 de setembro de 2013

Em disputa acirrada, Merkel encerra campanha pedindo mandato forte

Alemães votam no domingo em eleição legislativa. Pesquisas indicam vitória apertada de chanceler, que pode ser obrigada a fazer coalizão com oposição

"Muitas pessoas não vão se decidir até o último minuto. Agora é hora de alcançar todo eleitor indeciso e conseguir o seu apoio", afirmou Merkel
"Muitas pessoas não vão se decidir até o último minuto. Agora é hora de alcançar todo eleitor indeciso e conseguir o seu apoio", afirmou Merkel (Tobias Schwarz/Reuters)
A chanceler alemã, Angela Merkel, encerrou a campanha de reeleição neste sábado pedindo a seus eleitores que concedam a ela um mandato forte, na véspera das eleições legislativas nas quais é a favorita para seguir à frente do Executivo. Com um terço dos 62 milhões de eleitores ainda indecisos e o emergente partido Alternativa para a Alemanha (AfD) mostrando impaciência com os pacotes de auxílio financeiro da zona do euro, Merkel corre o risco de cumprir seu terceiro mandato em uma estranha coalizão de direita-esquerda.
Aclamada por 4.000 militantes da União Democrata-Cristã (CDU) que carregavam cartazes com a palavra "Angie", a chanceler pediu o mandato forte para "seguir servindo nos próximos quatro anos a Alemanha, um país respeitado na Europa que defende seus interesses, mas também é amigo de muitos países".
Em VEJA: Tarefa de Merkel é mudar o que está dando certo para algo ainda melhor
"Muitas pessoas não vão se decidir até o último minuto. Agora é hora de alcançar todo eleitor indeciso e conseguir o seu apoio", afirmou Merkel a seus partidários em Berlim, antes de voar para o seu colégio eleitoral, na costa báltica, para um último ato da campanha.
No discurso, a chanceler não citou o Alternativa para a Alemanha (AfD), legenda criada em fevereiro que ascendeu nos últimos sete meses e que defende a saída da Alemanha da zona do euro e a restauração do marco alemão. O rápido crescimento do AfD nas pesquisas forçou o CDU a mudar de tática na última hora. Depois de ter ignorado o rival, o partido recrutou nesta semana o respeitado ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, para atacar a legenda, classificando-a como "perigosa" para a economia alemã. O resultado alcançado pelo AfD é uma das expectativas da eleição que mais dá espaço para surpresas.
Já Merkel passou metade de seu discurso defendendo a União Europeia, que tinha sido largamente ignorada na campanha pelo fato do partido União Democrata-Cristã e o Partido Social Democrata (SPD), de oposição, concordarem em grande parte sobre a melhor forma de combater a crise.
Disputa acirrada - Segundo uma pesquisa divulgada neste sábado, os conservadores de Merkel (CDI e o partido bávaro CSU) obteriam 39% dos votos e o partido liberal FDP 6%. A oposição social-democrata do SPD alcançaria 26%, e seus aliados Verdes 9%. A esquerda radical Die Linke também conseguiria 9%.
Somando votos, a coalizão de Merkel (CDU, CSU e FDP) obteria 45%, um ponto a mais que a oposição (SPD, Verdes e esquerda radical), com 44%. No entanto, o SPD descartou formar governo com a esquerda radical.
"O suspense persiste até o fim. A corrida entre partidos do poder e partidos da oposição é muito acirrada", disse o chefe do instituto Emnid, que fez a pesquisa, Klaus-Peter Schoppner. O atual parceiro de Merkel, o FDP (Partido Liberal), uma agremiação apoiada pelo empresariado do país, vem encolhendo nos últimos anos e corre o risco de não conseguir os 5% mínimos para entrar no Bundestag, o parlamento alemão. Em 2009, o FDP conseguiu 14,6% dos votos, mas desta vez pesquisas o mostram no limite do mínimo necessário.
Uma maioria governista é formada a partir de 45,5% dos votos, e, como raramente um partido consegue alcançar esse patamar, os governos alemães acabam sendo formados por meio de coalizões.
A sangria de votos do FDP pode levar Merkel a ter que se voltar justamente para o Partido Social-Democrata (SPD) no plano nacional, e voltar a formar uma chamada Grosse Koalition – como os alemães chamam as coalizações entre os grandes partidos do país – como a que existiu entre 2005 e 2009. Há vários dias, o cenário mais citado nos jornais é justamente o de uma grande coalizão entre os conservadores de Merkel e os sociais-democratas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Veja quem são os brasileiros com chance de virar papa


Vaticano organizará despedida de Bento XVI com presença de líderes mundiais .Atualizado: 11/02/2013 15:02






Por BBC, BBC Brasil




"Dom Odilo Scherer (foto: Agência Brasil)"




Cinco brasileiros estarão entre os eleitores que escolherão o chefe da Igreja Católica em uma cerimônia secreta na Capela Sistina nas próximas semanas. Os cinco cardeais são também potenciais sucessores de Bento 16.






País com a maior população católica do mundo, o Brasil possui nove cardeais, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite de 80 anos para votar.




Veja quem são os brasileiros com chances de virar papa.







Dom Odilo Scherer




O cardeal arcebispo de São Paulo é um dos nomes brasileiros mais frequentes nas listas de possíveis sucessores de Bento 16.




Gaúcho de Cerro Largo e descendente de imigrantes alemães, dom Odilo é mestre em Filosofia e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.





Dom Odilo foi ordenado padre em 1976 no Paraná, onde foi criado, e é considerado um moderado em termos doutrinários.




Em 2007 sucedeu dom Cláudio Hummes na Arquidiocese de São Paulo.


Em 2012, Scherer envolveu-se em uma polêmica ao desprezar o candidato mais votado para a reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).




Ele escolheu um nome mais alinhado à cúpula da Igreja Católica, causando revolta entre alunos e professores.



Dom João Braz de Aviz





Ex-arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz é hoje, aos 65 anos, o brasileiro que ocupa o mais alto cargo na hierarquia vaticana.































Nascido em Mafra, em Santa Catarina, foi ordenado bispo auxiliar de Vitória, no Espírito Santo, em 1994 e chefe da igreja em Brasília, em 2004.































Em 2011 deixou a capital federal para ocupar o cargo de prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano. No ano seguinte, foi nomeado cardeal por Bento 16.































Dom Cláudio Hummes































O cardeal dom Cláudio Hummes, de 78 anos, é um dos brasileiros com maior trânsito na burocracia vaticana.































Ex-arcebispo de São Paulo, foi prefeito para a Congregação para o Clero (espécie de ministro papal) até 2011. Desde então, é membro da Pontifícia Comissão para a América Latina.































Gaúcho da cidade de Montenegro, era considerado um dos mais prováveis sucessores do antigo papa João Paulo 2º. Devido à idade, tem as chances reduzidas neste momento.































Dom Raymundo Damasceno Assis































Cardeal arcebispo de Aparecida, São Paulo, dom Raymundo Damasceno também é presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).































Mineiro de Capela Nova, deve renunciar em breve à Arquidiocese de Aparecida, já que alcançou a idade limite de 75 anos.































Dom Raymundo Damasceno é doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e foi ordenado bispo de Brasília em 1986.































Dom Geraldo Majella Agnelo































Arcebispo aposentado de Salvador, o cardeal dom Geraldo Majella Agnello nasceu em Juiz de Fora (MG) tem 79 anos.































Ele deixou a chefia da igreja na capital baiana quando completou 75 anos, mas ainda terá direito a voto na eleição do novo papa.































Dom Geraldo foi ordenado padre em São Paulo em 6 de agosto de 1978, no dia da morte do papa Paulo 6º. Aos 44 anos virou bispo de Toledo, no Paraná.















Doutor em Teologia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma, foi indicado arcebispo de Salvador em 1999.































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Vaticano organizará despedida de Bento XVI com presença de líderes mundiais .últimas notícias.Veja quem são os brasileiros com chance de virar papa















11/02/2013 15:02 - BBC Brasil















Cinco dos nove cardeais terão direito a voto e são potenciais sucessores de Bento 16.















.Vaticano organizará despedida de Bento XVI com presença de líderes mundiais















11/02/2013 15:19 - EFE Multimedia















Cidade do Vaticano, 11 fev (EFE).- O Vaticano fará uma cerimônia de despedida a Bento XVI antes do término de seu Pontificado, previsto para o próximo dia 28, à qual devem comparecer fiéis de todo o mundo 'e autoridades de muitos países'.















.Praça de São Pedro vira um fervedouro de comentários sobre a renúncia papal















11/02/2013 15:18 - EFE Multimedia















Cidade do Vaticano, 11 fev (EFE).- Acostumada à chegada de centenas de turistas, peregrinos e fiéis, a Praça de São Pedro, no Vaticano, se transformou hoje em um fervedouro de comentários em relação à decisão tomada pelo papa Bento XVI de deixar o pontificado no próximo dia 28.















.Praça de São Pedro se torna fervedouro de comentários sobre renúncia do papa















11/02/2013 14:51 - EFE Multimedia















(corrige título) Gonzalo Sánchez.















.Bento 16: um papa conservador perseguido por escândalos















11/02/2013 14:53 - Reuters















Por Philip Pullella CIDADE DO VATICANO, 11 Fev (Reuters) - O Papa Bento 16 foi aplaudido pelos conservadores por tentar reafirmar a identidade católica tradicional, mas os liberais o acusavam de atrasar as reformas e prejudicar o diálogo ...