sexta-feira, 9 de agosto de 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Veja quem são os brasileiros com chance de virar papa


Vaticano organizará despedida de Bento XVI com presença de líderes mundiais .Atualizado: 11/02/2013 15:02






Por BBC, BBC Brasil




"Dom Odilo Scherer (foto: Agência Brasil)"




Cinco brasileiros estarão entre os eleitores que escolherão o chefe da Igreja Católica em uma cerimônia secreta na Capela Sistina nas próximas semanas. Os cinco cardeais são também potenciais sucessores de Bento 16.






País com a maior população católica do mundo, o Brasil possui nove cardeais, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite de 80 anos para votar.




Veja quem são os brasileiros com chances de virar papa.







Dom Odilo Scherer




O cardeal arcebispo de São Paulo é um dos nomes brasileiros mais frequentes nas listas de possíveis sucessores de Bento 16.




Gaúcho de Cerro Largo e descendente de imigrantes alemães, dom Odilo é mestre em Filosofia e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.





Dom Odilo foi ordenado padre em 1976 no Paraná, onde foi criado, e é considerado um moderado em termos doutrinários.




Em 2007 sucedeu dom Cláudio Hummes na Arquidiocese de São Paulo.


Em 2012, Scherer envolveu-se em uma polêmica ao desprezar o candidato mais votado para a reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).




Ele escolheu um nome mais alinhado à cúpula da Igreja Católica, causando revolta entre alunos e professores.



Dom João Braz de Aviz





Ex-arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz é hoje, aos 65 anos, o brasileiro que ocupa o mais alto cargo na hierarquia vaticana.































Nascido em Mafra, em Santa Catarina, foi ordenado bispo auxiliar de Vitória, no Espírito Santo, em 1994 e chefe da igreja em Brasília, em 2004.































Em 2011 deixou a capital federal para ocupar o cargo de prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica no Vaticano. No ano seguinte, foi nomeado cardeal por Bento 16.































Dom Cláudio Hummes































O cardeal dom Cláudio Hummes, de 78 anos, é um dos brasileiros com maior trânsito na burocracia vaticana.































Ex-arcebispo de São Paulo, foi prefeito para a Congregação para o Clero (espécie de ministro papal) até 2011. Desde então, é membro da Pontifícia Comissão para a América Latina.































Gaúcho da cidade de Montenegro, era considerado um dos mais prováveis sucessores do antigo papa João Paulo 2º. Devido à idade, tem as chances reduzidas neste momento.































Dom Raymundo Damasceno Assis































Cardeal arcebispo de Aparecida, São Paulo, dom Raymundo Damasceno também é presidente da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).































Mineiro de Capela Nova, deve renunciar em breve à Arquidiocese de Aparecida, já que alcançou a idade limite de 75 anos.































Dom Raymundo Damasceno é doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e foi ordenado bispo de Brasília em 1986.































Dom Geraldo Majella Agnelo































Arcebispo aposentado de Salvador, o cardeal dom Geraldo Majella Agnello nasceu em Juiz de Fora (MG) tem 79 anos.































Ele deixou a chefia da igreja na capital baiana quando completou 75 anos, mas ainda terá direito a voto na eleição do novo papa.































Dom Geraldo foi ordenado padre em São Paulo em 6 de agosto de 1978, no dia da morte do papa Paulo 6º. Aos 44 anos virou bispo de Toledo, no Paraná.















Doutor em Teologia pelo Pontifício Ateneu Santo Anselmo de Roma, foi indicado arcebispo de Salvador em 1999.































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Vaticano organizará despedida de Bento XVI com presença de líderes mundiais .últimas notícias.Veja quem são os brasileiros com chance de virar papa















11/02/2013 15:02 - BBC Brasil















Cinco dos nove cardeais terão direito a voto e são potenciais sucessores de Bento 16.















.Vaticano organizará despedida de Bento XVI com presença de líderes mundiais















11/02/2013 15:19 - EFE Multimedia















Cidade do Vaticano, 11 fev (EFE).- O Vaticano fará uma cerimônia de despedida a Bento XVI antes do término de seu Pontificado, previsto para o próximo dia 28, à qual devem comparecer fiéis de todo o mundo 'e autoridades de muitos países'.















.Praça de São Pedro vira um fervedouro de comentários sobre a renúncia papal















11/02/2013 15:18 - EFE Multimedia















Cidade do Vaticano, 11 fev (EFE).- Acostumada à chegada de centenas de turistas, peregrinos e fiéis, a Praça de São Pedro, no Vaticano, se transformou hoje em um fervedouro de comentários em relação à decisão tomada pelo papa Bento XVI de deixar o pontificado no próximo dia 28.















.Praça de São Pedro se torna fervedouro de comentários sobre renúncia do papa















11/02/2013 14:51 - EFE Multimedia















(corrige título) Gonzalo Sánchez.















.Bento 16: um papa conservador perseguido por escândalos















11/02/2013 14:53 - Reuters















Por Philip Pullella CIDADE DO VATICANO, 11 Fev (Reuters) - O Papa Bento 16 foi aplaudido pelos conservadores por tentar reafirmar a identidade católica tradicional, mas os liberais o acusavam de atrasar as reformas e prejudicar o diálogo ...































quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Economia alemã tem maior contração em quase três anos

No quarto trimestre de 2012, a economia da Alemanha encolheu 0,5%, na comparação com o período anterior.

 

No quarto trimestre de 2012, a economia da Alemanha encolheu 0,5%, na comparação com o período anterior. Foi a contração mais forte em quase três anos.
Em 2012, o Produto Interno Bruto alemão acumulado, a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, cresceu 0,7%. O resultado é bem inferior ao registrado no ano anterior.

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Alemanha tenta proibir sexo com animais


Mudança na lei estabeleceria multa de mais de R$ 65 mil para quem praticar bestialidade.


28 de novembro de 2012 | 10h 51
 
A coalizão de partidos que governa a Alemanha está tentando aprovar modificações na legislação do país para proibir bestialidade - a prática de sexo com animais.


O comitê de agricultura do Parlamento alemão está considerando emendas que estabelecem multas de até 25 mil euros (mais de R$ 65 mil) para quem praticar bestialidade.

A votação final sobre o tema acontecerá no dia 14 de dezembro no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão.

A bestialidade foi legalizada na Alemanha em 1969 para casos em que o animal não seja maltratado "de forma significativa". Esta lei era alvo de ativistas pró-direitos dos animais.

O diretor do comitê parlamentar alemão, Hans-Michael Goldmann, disse ao jornal Tageszeitung que o objetivo da nova lei é esclarecer quais práticas não são permitidas.

"Com esta proibição explícita, ficará mais fácil impor penas que melhorem a proteção aos animais", disse ele.

O projeto de lei estabelece multas para quem pratica "ações que não são da natureza das espécies".

Alguns alemães são contrários à mudança na lei. Um grupo de ativistas chamado Engajamento Zooófilo pela Tolerância e Informação (Zeta, na sigla em alemão) diz que vai entrar na Justiça contra a nova lei, caso ela seja aprovada.

"É impensável que qualquer ato sexual com animal seja punido, mesmo sem provas de que o animal tenha sido maltratado", disse Michael Kiok, diretor do Zeta. Para ele, os animais são capazes de expressar de diversas formas o que gostam ou não gostam.

"Nós vemos animais como parceiros, e não apenas como meios para obter satisfação. Nós não os obrigamos a fazer nada. Animais são mais fáceis de ser compreendidos do que mulheres", disse Kiok.

A bestialidade é proibida em diversos países europeus, como Holanda, França e Suíça. Na Grã-Bretanha, o crime dava prisão perpétua, mas em 2003 a pena foi reduzida para dois anos.

Outros países, como Bélgica, Dinamarca e Suécia, permitem a bestialidade. Na Suécia, há discussões para mudanças na lei semelhantes às que estão sendo propostas na Alemanha. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

domingo, 11 de novembro de 2012

Judeu alemão relembra infância como vizinho de Hitler (Postado por Lucas Pinheiro)

 Um judeu alemão relatou à BBC como foi passar uma parte de sua infância como vizinho do líder nazista Adolf Hitler.

O historiador Edgar Feuchtwanger contou que tinha apenas cinco anos quando Hitler se mudou para a rua onde ele morava com a família.

Ele se lembra de sua mãe falando naquela época de como eles tinham menos leite porque "o leiteiro deixou muitas garrafas" na casa do líder nazista.

Feuchtwanger cresceu em um bairro rico de Munique e ainda se lembra da primeira vez que viu Hitler caminhando na rua. Foi no começo da década de 30, quando ele saiu para um passeio com sua babá. Na época, tinha oito anos.

Feuchtwanger viu o líder nazista vestido com um casaco e chapéu, saindo de um prédio de apartamentos.

"Ele olhou diretamente para mim. Acho que não sorriu", diz.

Algumas pessoas pararam e gritaram a saudação "heil Hitler". Em resposta, ele levantou o chapéu antes de entrar no carro que o esperava.

"Claro que eu sabia quem ele era, mesmo sendo um menino. Como chanceler, ele dominava toda a cena (política do país)", conta Feuchtwanger.

 Sem medo
Naquele momento, porém, a figura de Hitler ainda não gerava medo em Feuchtwanger. "Apenas fiquei curioso de ver ele ali", afirma.

O alemão de 88 anos admite que é estranho lembrar do líder nazista como um vizinho. "Falo sobre como vivi na mesma rua que Hitler como se não fosse grande coisa", diz. "É difícil pensar que pessoas que você viu quase diariamente foram responsáveis por virar o mundo de cabeça para baixo."

Em seu caminho para a escola, Feuchtwanger passava em frente ao prédio onde ficava o luxuoso apartamento do líder nazista, na Prinzregentenplatz, 16, e parava com frequência para tentar ver o chanceler.

"Hitler vinha a Munique nos finais de semana. Sabíamos que ele estava em casa quando podíamos ver os carros estacionados do lado de fora", lembra.

A chegada de Hitler era marcada pelos pneus cantando. Ele vinha em um comboio de três carros, com um grupo de guarda-costas e, logo, um som de botas batendo no chão podia ser ouvido de longe.

As pessoas costumavam parar para saudar o líder nazista. "Toda a coisa nazista estava sendo inculcada em nós na escola", explica Feuchtwanger, acrescentando que os professores faziam as crianças da época desenharem suásticas ou listar os inimigos da Alemanha.

 Visita da Gestapo
Na metade da década de 30 algumas famílias de judeus alemães ainda não se sentiam ameaçadas pelo nazismo, mas isso mudou rapidamente.

O irmão mais velho do pai de Feuchtwanger, Lion, por exemplo, era um autor de teatro famoso por sua posição contra o nazismo e depois de uma viagem, não voltou mais para a Alemanha.

Os pais de Feuchtwanger pensavam que, de alguma forma, poderiam não ser atingidos pelo nazismo.

No dia 10 de novembro de 1938, porém, oficiais da Gestapo foram a casa da família logo pela manhã para levar o pai de Feuchtwanger, Ludwig. "Eles não o trataram mal. Minha mãe foi muito corajosa", conta o historiador.

Pouco depois, a Gestapo voltou com caminhões e caixas para levar os livros mais valiosos da grande biblioteca da família. "Eles disseram que iriam 'garantir a segurança dos livros'", afirma.

Os dois episódios ocorreram em meio a uma grande onda de violência organizada de nazistas contra judeus na Alemanha e partes ocupadas da Áustria.

Presos em casa
A partir deste momento, Feuchtwanger não podia mais sair de casa nem ir para a escola e passou a conviver apenas com a mãe e familiares próximos.

"Nos sentíamos muito impotentes, (pensando) que alguém poderia nos matar e ninguém faria nada."

A família esperou por notícias de Ludwig durante seis semanas e tudo o que sabiam é que ele tinha sido levado com um dos tios de Feuchtwanger para o campo de Dachau, perto de Munique.

Um dia, sem aviso, o pai de Feuchtwanger foi liberado e chegou em casa exausto e doente.

Quando ele voltou, a família tomou a decisão de deixar a Alemanha e, com a ajuda de familiares que já estavam fora do país, todos conseguiram os vistos para ir para a Grã-Bretanha.

Em fevereiro de 1939, Feuchtwanger e seu pai embarcaram em um trem para Londres. Ludwig voltou para pegar o resto da família e, em maio daquele ano, todos estavam na Inglaterra.

Eles nunca mais voltaram à Alemanha e apenas Feuchtwanger visitou Munique na década de 50.

Ele estudou em Cambridge e deu aulas na Universidade de Southampton, além de publicar vários livros de história e biografias. Casou-se com uma britânica e teve três filhos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Alemanha faz detonação controlada de bomba da Segunda Guerra (Postado por Lucas Pinheiro)

 As autoridades da Alemanha detonaram na terça-feira (28) uma bomba da Segunda Guerra Mundial após uma tentativa fracassada de desativá-la. Os bombeiros tiveram que entrar em ação posteriormente para controlar um incêndio que teve início em um prédio da região após a explosão.

A descoberta da bomba, de 250 quilos de peso, havia obrigado a retirada durante a madrugada de 2,5 mil pessoas na cidade de Munique.

 A bomba foi localizada na véspera durante uma construção no bairro de Schwabing, onde a polícia e os bombeiros evacuaram todos os habitantes em um raio de 300 metros.

Os moradores dos edifícios próximos ao local da detonação só poderão retornar às suas casas depois que os analistas verifiquem - à luz do dia - possíveis danos nos imóveis como consequência da explosão controlada.

domingo, 12 de agosto de 2012



Um “efeito Hollande” na Alemanha

Lentamente, a social-democracia alemã vai despertando de sua letargia, à margem dos grandes debates da esquerda contemporânea. Com eles, os Verdes alemães também começam a abrir os olhos para a margem esquerda das questões sociais e econômicas mais candentes. Um dos estremecimentos que levou a esse despertar foi a eleição de François Hollande na França. O despertar ainda é tímido, mas já sinaliza novos rumos. O artigo é de Flávio Aguiar, direto de Berlim.

Berlim - Lentamente, como uma velha barcaça encalhada, o SPD alemão vai despertando de sua letargia, à margem dos grandes debates da esquerda contemporânea. Com eles, os Verdes alemães também começam a abrir os olhos para a margem esquerda das questões sociais e econômicas mais candentes.

Em ambos os partidos sempre houve setores mais à esquerda. Mas nos últimos tempos sempre estiveram afastados das grandes questões, ou submetidos às direções partidárias, que se tornaram defensoras de umm status quo neoliberal mitigado.

Um dos estremecimentos que levou a esse despertar digno de Rip van
Winkle – o personagem da lenda norte-americana que durmiu num século e acordou noutro – foi a eleição de François Hollande do outro lado do Reno. Hollande era visto como um pacato político provinciano, o “Monsieur Normal” que não poria a perigo a adesão (aderência?) da social-democracia européia ao credo neo-liberal pós-fim do comunismo. Forçado pelas circunstâncias, ou concluindo uma estratégia deliberada, Hollande foi mais para a esquerda do que o seu figurino tradicional parecia permitir. Declarou-se inimigo dos bancos, disse que não gostava de ricos, e prometeu taxar em 75% os lucros das grandes fortunas em seu país.

De início, a reação dos social-democratas em off, na margem direita do Reno, apesar de apoiá-lo em público, foi considerar suas propostas “ingênuas”. Mas acontece que a crise do euro foi se agravando, e a água bateu às portas da fortaleza alemã, sob a forma de ameaças recessivas para o fim do ano, com a queda nas exportações para a Europa e a China (sobretudo) não sendo compensadas por um aumento significativo da demanda interna, pelo menos até o momento.

Isso trouxe outros riscos para a economia alemã: uma possível queda na arrecadação, riscos orçamentários, com as agências de avaliação do mundo financeiro retirando o pequeno sinal de (+) do triplo A da nota de Berlim, substituindo-o por uma cauteloso sinal de (-). Foi um terremoto inesperado na Alemanha – o que pode também ter ajudado a sonolenta barcaça social-democrata a despertar para novos rumos de navegação.

Timidamente, é verdade, mas novos rumos. Isso se consubstanciou na apresentação de uma pré-proposta, por parte do secretário de Finanças do governo da Renânia do Norte-Vestfália, Norbert Walter-Borjans, de uma taxação extra para as grandes fortunas alemãs.

“Grande fortuna” seria uma massa de bens que excedesse 2 milhões de euros. E o imposto sobre isso seria de 1% anual. No caso de um casal, 2% sobre os bens comuns. Com base em cálculos do Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas (DIW, com sede em Berlim), Borjans afirma que essa taxação atingiria 140.000 pessoas na Alemanha, gerando uma arrecadação extra de 11,5 bilhões de euros anuais para o orçamento federal. Só no seu estado, que tem 18 milhões de habitantes, haveria mais 3,5 bilhões de euros por ano. A proposta está em estudo no partido, e, se aprovada, deve ser levada até o final do ano ao Bundesrat – o Conselho da República – formado por represenantes dos estados, assim como Senado brasileiro.

Borjans também considerou – já que a mirada sobre as grandes fortunas vem da França – que pode ocorrer na Alemanha o que já aconteceu naquele país: uma fuga de fortuna e de capitais para Londres.

A capital londrina tornou-se uma das Mecas das grandes fortunas à deriva num mundo em crise. Isso já vinha de antes, é verdade, mas desde 2007/2008 a tendência se acentuou. Para a City londrina acorrem grandes fortunas da Grécia falida, da Espanha em crise, da Itália perturbada, dos oligarcas russos que fogem do faro e da vingança de Vladimir Putin, dos príncipes e sheiks do mundo árabe que desejam ocidentalizar seus ganhos, assim como dos novos ricos chineses, sem falar nos franceses e agora, no risco dos alemães.

Que fazem esses ricos “em apuros”? Compram grandes propriedades. Segundo a revista Der Spiegel (18/05/2012) já há um bairro em Londres, South Kensington, que se tornou uma verdadeira “Petite France” à beira do Tâmisa. Com 300 mil franceses hoje vivendo em Londres, esta cidade passou a ser a 6ª. Cidade francesa em população, só superada por Paris, Marselha, Lyon, Toulouse e Nice. Pode ser que agora a capital do Reino Unido venha a se tornar uma das cidades alemãs mais populosas.

Mas nem tudo são flores no caminho desses novos
territórios “conquistados” pelas grandes fortunas em busca de asilo. Na eleição francesa deste ano, pela primeira vez houve a escolha de representantes de comunidades residentes no exterior. A terceira circunscrição francesa é a da “Europa do Norte”, que compreende 10 países: Lituânia, Letônia, Estônia, Noruega, Finlândia, Suécia, Irlanda, Islândia, Dinamarca (incluindo a Groenlândia) e o Reino Unido. Havia 89345 eleitores inscritos, 71641 deles no Reino Unidos. Por isso, esperava-se uma vitória de Sarkozy e da candidata de seu partido, Emmanuelle Savarit. Votaram 31.752 eleitores. Hollande ganhou no segundo turno, com 53,1% dos votos. E a deputada eleita foi a socialista Axelle Lemaire, com 30,16% no primeiro turno e 54,76% no segundo.

Uma prova de que não é só no rio Spree berlinense que as barcaças estão se mexendo.(CARTA MAIIOR)